Até os dez anos de idade, ele mal podia andar. Devido a um defeito de formação nos pés, passou a infância preso a aparelhos ortopédicos. Espera um pouco. Esse é Johan Cruyff? O maior jogador europeu de todos os tempos? O homem que estava em todas as partes do campo, atacando, defendendo e marcando golaços? Que chutava bem de esquerda e melhor ainda de direita? O motorzinho do famoso Carrossel Holandês que encantou o mundo na década de 70? Um garoto quase aleijado? Ele mesmo.
A vida do pequeno Cruyff começou a mudar quando sua mãe, viúva, foi trabalhar no Ajax como faxineira. Ela teve a brilhante idéia de colocar o menino para fortalecer as pernas jogando futebol nas categorias de base do clube. Nascia ali um monstro do futebol. Na sua época, Cruyff era mais que todo mundo. Ninguém via o jogo como ele. Ninguém tinha tanta fome de bola. Rápido, preciso, driblador, bom no arremate e com um único objetivo: o gol adversário. Assinou seu primeiro contrato profissional aos 16 anos, pelo próprio Ajax. Aos 19, já estava na seleção holandesa. Estreou contra a Hungria, marcando o gol de empate aos 48 minutos do segundo tempo.
Rinus Michels, técnico do Ajax, foi o que melhor soube aproveitar as características de Cruyff. Fez com que todos os jogadores atuassem como o capitão, exercendo diversas funções em rodízio dentro campo. Foi uma revolução tática no futebol. Ela transformou o Ajax no maior clube da Europa. Tranferida para a seleção pelo próprio Michels, deu ao país o segundo lugar na Copa de 74 - aliás, a única frustração da carreira de Cruyff. Em 1978, a Holanda seria vice de novo, mas ele não estava no time. Brigou com os dirigentes por causa de dinheiro e não disputou o Mundial na Argentina.
Antes disso, no entannto, Cryuff havia se transferido para o Barcelona, da Espanha. Venceu um Campeonato Espanhol (1974) e ganhou mais duas Bolas de Ouro como o melhor jogador da Europa (1973 e 1974, a de 1971 foi ainda nos tempos de Ajax). Cansado da perseguição dos sanguinários zagueiros espanhóis, partiu para os Estados Unidos em 1978. Ficou lá durante dois anos e, depois de uma pequena escala na Espanha, voltou para a Holanda. Aos 37 anos, foi apontado como o melhor jogador do país e se aposentou por cima.
Começou então a carreira de técnico e repetiu a de jogador. Campeão holandês pelo Ajax, foi comandar o Barcelona. Com a equipe espanhola, faturou dois títulos espanhóis, uma Copa do Rei e uma Copa dos Campeões da Europa. Dirigiu o clube por nove anos e brigou com craques como Romário e Stoichkov. Um enfarte lhe custou duas pontes de safena e o abandono definitivo dos gramados. Passou a cuidar dos negócios e a comentar jogos esporadicamente.
Nome: Johannes Cruyff
Posição: Meia
Nascimento: 25/04/1947
Local de nascimento / Amsterdã (HOL)
Site Pessoal: http://www.cruyff.com
Clubes
Ajax: 1964 - 1973
Barcelona: 1973 - 1978
Los Angeles Aztecs: 1979 - 1979
Washington Diplomats: 1980 - 1980
Ajax: 1981 - 1983
Levante: 1981 - 1981
Feyenoord: 1983 - 1984
Títulos
Campeonato Holandês - 1966 - Ajax
Campeonato Holandês - 1967 - Ajax
Copa da Holanda - 1967 - Ajax
Campeonato Holandês - 1968 - Ajax
Copa da Holanda - 1968 - Ajax
Campeonato Holandês - 1970 - Ajax
Copa da Holanda - 1970 - Ajax
Copa dos Campeões da Europa - 1971 - Ajax
Campeonato Holandês - 1972 - Ajax
Copa da Holanda - 1972 - Ajax
Copa dos Campeões da Europa - 1972 - Ajax
Supercopa Européia - 1972 - Ajax
Campeonato Holandês - 1973 - Ajax
Copa da Holanda - 1973 - Ajax
Copa dos Campeões da Europa - 1973 - Ajax
Supercopa Européia - 1973 - Ajax
Campeonato Espanhol - 1974 - Barcelona
Copa do Rei - 1978 - Barcelona
Campeonato Holandês - 1983 - Ajax
Copa da Holanda - 1983 - Ajax
Campeonato Holandês - 1984 - Feyenoord
Artilheiro - 1967 - Ajax
do Campeonato Holandês com (33 gols)
1971 - Ajax
Bola de Ouro da revista "France Football"
Artilheiro - 1972 - Ajax
do Campeonato Holandês com (25 gols)
1973 - Ajax
Bola de Ouro da revista "France Football"
1974 - Barcelona
Bola de Ouro da revista "France Football"
Fonte: idolosdofutebol.blogspot.com



















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